Três vídeos chuvosos

Nordestino é bicho besta, não pode ver uma chuvinha que fica todo feliz ou se pelando de medo. O que era incomum em Fortaleza, chuvas repletas de trovões e relâmpagos, parece que está se tornando regra. Em mais uma noite movimentada, cheia de coisa para fazer, aproveitei e gravei cenas com o N95 (que é totalmente meia boca capturando qualquer paisagem com pouca luz).

A propósito, viu um, viu todos, mas o primeiro, do ponto de vista técnico da direção, do contraste claro escuro típico em um noir clássico e da engenharia de som, é mais apurado.

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Bloguecast #2: fumar causa discussão

Desse não participei, os caras iam falar sobre cigarro e eu tô fora. Julio Moraes e Wagner Brito, ambos do Blablaismo (e Julio´s Pub), e Sampson Moreira, do inovaVOX, bateram um papo de 25 minutos sobre as novas imagens do Ministério da Saúde na campanha contra o tabagismo. O podcast tem revelações bombásticas, como a mania do Sampson de morder o canto da boca. Lá no interior do Piauí isso tem nome, mas esse é blog de família e o cratense é sócio, melhor manter a política de boa vizinhança.

Julio Moraes deu uma melhorada considerável na finalização do podcast, que antes era feito por mim, um total leigo em termos de edição de áudio. Melhorou da água para o vinho (ou do vinho para a água, caso você seja desses “abstêmicos”). Para ouvir, vá no Blablaismo ou clique na imagem.

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O OpenCalais e a web semântica viável

O OpenCalais ficará conhecido como a primeira aplicação realmente útil da web semântica. A ferramenta da Reuters, a única companhia de notícias que acordou para um campo futuro promissor, está mais fácil de usar, atirando nos alvos certos e, pelo menos no caso do WordPress, acertando em cheio.

Na quinta-feira, 29 de maio, foi lançando o site remodelado da API que veio ao mundo no começo de 2008, e com ele novidades. Além do plugin de tagueamento automático para o WP, o Tagaroo, que embora não seja novo, agora tem página própria com mais dados, há informações mais claras e específicas que as existentes até então para:

Produtores: em que oferece ferramentas de inserção de informações, fatos e eventos via microformats; converter arquivos inteiros para o modelo semântico em poucas horas e melhorias nas características gerais de pesquisa.

Blogueiros: lugar do supracitado Tagaroo, em que os blogueiros têm à disposição uma ferramenta para encontrar tags automoticamente, bem semelhante ao Simple Tags, e imagens no Flickr, como faz o Photo Dropper.

Desenvolvedores: para mais um conjunto de aplicações e recursos baseados na API do Calais para construção de serviços web.

Existem ainda dois sub-projetos mais específicos, para desenvolvimento de programas baseados em conteúdo e gerenciamento. Recomendo ainda, para os mais curiosos, uma olhada no plugin para o Firefox, o Gnosis, que processa os sites visitados para encontrar informações relevantes para os termos do conteúdo. Interessante, mas pouco útil.

O serviço tem um defeito crucial e que deve persistir ainda por algum tempo. Construído para funcionar no inglês, ainda não tem internacionalização funcional em outras línguas, portanto, nada de blogs em português na web semântica (o que é um problema em todos os outros mecanismos dessa nova internet).

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Bloguecast #1: a tecnologia que aproxima pessoas, gerações e a censura a Jonas Abib


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Pronto, demorou, custou, sofreu com relutâncias e desencontros, enfrentou problemas técnicos mas eis que sai o primeiro Bloguecast, fruto de um encontro no sábado, dia 24 de maio, entre este que escreve, Maísa Vasconcelos, Wagner Brito e Emílio Moreno.

Oferecemos palpites sobre três assuntos: a tecnologia que aproxima as pessoas, a forma como toda uma geração entende a internet e a censura ao livro do padre Jonas Abib. São pouco mais de 50 minutos de falatório de uma idéia já antiga por aqui mas que ganhou força com Wagner Brito e com o entusiasmo e disponibilidade de Maísa Vasconcelos. Emílio, pego de surpresa, deu sua contribuição valiosa e que, espero, se repita.

A idéia é que façamos um episódio por semana, talvez não tão longo, com uma edição melhorada pela experiência, sempre com algum convidado e nem sempre com as mesmas pessoas, a idéia é variar para dar dinamismo. Ouçam, divirtam-se e esperamos qualquer sugestão.

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Os melhores comentários sobre o terremoto em Fortaleza

Fortaleza viveu um terremoto hoje, sentido por muitos embora não por todos. No norte do Ceará, abalos sísmicos não são raros, Sobral os sofre com certa freqüência e este ano em particular a cidade tem passado por tremores constantes. Em Fortaleza, quando acontece, é sempre um reflexo de Sobral, é passar dos 4 na Richter lá, que sentimos aqui. A última vez que isso aconteceu foi em 1980, ou seja, o fortalezense anda meio desacostumado.

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Padre Abib e nosso pé na censura

Censorship Causes BlindnessQuando o Padre Jonas Abib escreveu o seu “Sim, Sim! Não, Não! Reflexões de Cura e Libertação” em que prega apenas e somente o defendido pela Igreja Católica há séculos (que ela e apenas ela é a salvação e a crença em seu dogma), certamente não imaginou que seria o estopim para um dos melhores debates sobre liberdade de expressão do ano, até agora.

A justiça baiana determinou, no dia 17, o recolhimento do livro por, resumindo, não ter uma visão lá muito positiva sobre outras religiões. O que, de resto, o catolicismo nunca teve mesmo. O caso está rendendo uma boa conversa em três posts do blog Censura Não!:

Atenção particular para os comentários, interessantes pelo que alguns têm de incorentes como aqueles que defendem a tolerância e a proibição do livro, na mesma linha do texto.

A quem interessar, neste caso, estou com o Padre, ele tem todo direito de pensar e escrever o que bem entender, inclusive as bobagens dogmáticas da Igreja.



Creative Commons License photo credit: Andréia

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No luto Chinês, nada de riso

Em um momento raro e em outro digno das nossas repúblicas de bananas, o governo chinês, em menos de 24 horas, abriu as portas para que a imprensa, blogueiros e mortais divulguem o máximo possível de informações sobre o terremoto e as demandas especiais da população, segundo relato da Wired, e determinou que todos os sites fechem suas editorias de entretenimento, ou seja, nos próximos três dias de luto, nada de frivolidades.

Talvez faça sentido. Mas, entretenimento, riso, não deveriam ser entendidos também como uma das inúmeras necessidades especiais de um povo que viveu uma tragédia desse porte? Isso me parece muito aquelas situações de morte na família em que as crianças não podem ver desenhos animados porque todos devem, necessariamente, sofrer.

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Responda, você ainda lê jornais em papel?

A pergunta é inspirada pelo post do Online Journalism Review, que a dividiu em duas: quantos jornais em papel você lê hoje e quantos você lia em 1998. Por lá o resultado está nos 52% que não lêem nenhum atualmente contra os 33% de 1998 (números provisórios, as enquetes ainda estão abertas).

Minham respostas foram nenhum para hoje, embora eu leia muitos, são todos online; e um para 1998, quando eu já trabalhava em internet mas tinha assinatura da Folha de São Paulo (não me perguntem o motivo de eu ter essa assinatura, não lembro). Mais de um só até 1996, quando lia os locais, o Estadão e a Folha, religiosamente, sujando os dedos.

Fiquei curioso em saber como estaria esse índice por aqui, portanto, por favor, quem puder responder, responda. As enquetes serão fechadas no dia 19, próxima segunda, quando publico o resultado.

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Não se faz mais cinema como antigamente

Não, não é um post saudosista, é mais no sentido do impensável que seria, com nossos bons modos, olhares repreendedores e mania de simplificação, filmar algo como Calígula (Tinto Brass) ou Saló (Pasolini) nos dias de hoje. O cinema, nas últimas duas décadas, se transformou em um amontoado do que os hippies chamariam de caretice. É simplesmente inimaginável, por exemplo, um bom moço como Brad Pitt participar de uma cena de fist fucking como fez Malcolm McDowell em 1979. Ou Angelina Jolie se submeter ao mesmo que Helen Mirren sob a batuta de Brass. Quem nunca viu Calígula, sempre se surpreende como ele foi “moderno”.

Nos últimos meses, tenho visto filmes da década de 50, 60 que deixariam qualquer emo, daqueles que acreditam que o máximo de dualismo existencial de um homem é Peter Paker em Homem-Aranha 3, sinceramente ruborizado e com reais tendências suicidas, não esse arremedo de tristeza dos frangotes de agora.

O filme de hoje foi a gota d’água para este post, na cabeça há uns meses. Não há nada sequer semelhante em matéria de loucura, ousadia em abordar certos temas e elegância, de 1990 para cá, a Reflections in a Golden Eye, de John Huston. Guerra nas Estrelas, Sin City, O Senhor dos Anéis, Irreversível (é, aquele de trás para frente que no começo um cara mata outro com um extintor de incêndio)? Tudo coisa de boiola. Homem de Ferro? Tony Stark é uma mocinha virgem do interior se comparado ao mais sensível dos personagens femininos de Huston.

Vejam como o roteiro é telúrico. Tudo acontece em uma base militar da cavalaria americana:

Alison Langdon: para começar com a mais normalzinha. A senhora Alison teve uma filha, Chatherine, que morreu. Depois de alguns anos, sofre uma crise nervosa e com uma tesoura de jardim corta os próprios mamilos. Tem por fiel escudeiro Anacleto e é casada com o tenente Morris Langdon;

Anacleto: empregado da casa dos Langdons. A melhor definição é filipino gay histérico. É tão politicamente incorreto tentar definí-lo… eu poderia usar baixinho feio alucinado, ou negro descompesado do juízo, mas seria tão politicamente inaceitável quanto a primeira definição e não traçaria um quadro tão fiel;

Tenente Morris Langdon: uma espécie de vagabundo de farda, que acompanha a loucura da mulher (que para os médicos é apenas neurótica), a incapacidade de se aproximar dela para um chamego mais caliente (sabe como é, sem mamilos sem preliminares) e, entre um drinque e outro, durante uns passeios a cavalo muito dos suspeitos, come, sempre naquele matinho gostoso, Leonora Penderton (Elizabeth Taylor). E não, não estou brincando, Elizabeth Taylor dá geral no matinho. Mó mixuruca a bunda dela;

Leonora Penderton: é uma dondoca beberrona e falastrona, casada com o Major Weldon Penderton, a quem chifra com Morris Langdon. Tem uma fixação incomum por Firebird, cavalo por quem nutre mais carinho que pelo próprio marido ou amante. Frase do filme: “querido, você já foi colocado na coleira, arrastado para a rua e surrado por uma mulher nua?” Cara, gamei nela. Só essa frase coloca no bolso todos os 9 1/2 Semanas de Amor, com Kim Basinger, sem Kim Basinger, com quinze Kim Basingers e ainda leva de quebra a dobrada de perna da Sharon Stone em Instinto Selvagem. Leonora, além de ser um problema para o marido, desperta o interesse do cabo Williams.

L. G Williams: interpretado por Robert Forster, o cabo, quando criança, soube através de sua mãe que mulheres transmitiam doenças incuráveis, nunca tocou uma. Mas nada que o impedisse de desenvolver uma fixação por Leonora a ponto de entrar todos os dias em seu quarto, à noite, para cheirar suas roupas íntimas enquanto ela dorme. O cara é ninja. Habilitade específica: domar cavalos… nu.

Weldon Penderton: é claro que o personagem de Marlon Brando tinha que ser o mais… vejamos o quê. O professor de táticas de guerra é narcisista (ele malha e passa creminho no rosto), incapaz de controlar o que acontece em casa ou na base, sofre com a dedicação da mulher ao cavalo Firebird e por ela cavalgar (não biblicamente) melhor do que ele. Sério, a disputa não é por causa do chifre, mas pela habilidade em cima de um cavalo, é por quem tem mais poder. Não sabe que é corno, sequer desconfia. Na verdade, ele não quer nem saber. Vive na dúvida de como se tornar um líder militar e entre conjecturas sobre os métodos usados por generais como MacArthur ou Patton para se mostrarem mais fortes que os demais. A inimizade com o cavalo o leva à beira da morte, quando é salvo pelo cabo Williams, devidamente peladão, do jeitinho que a senhora Willians o colocou no mundo. Preciso dizer que Penderton apaixona-se pelo cabo?

Agora misture esse show de horrores, de neuras, culpas, taras e desejos contidos, bata e coloque nas mãos de um exímio contator de histórias como foi John Huston, cada ator melhor que o outro e você tem um filme impossível de imaginar Brad Pitt e Angelina Jolie contracenando, seria péssimo para a imagem deles de embaixadores de pelo menos metade da ONU. Não cairia bem Jolie dando no matinho enquanto Pitt olha para a bunda do cabo, nem pensar.

Não é que o cinema esteja pior, ele só está mais chato mesmo. Tecnicamente é até besteira comparar, atualmente está indubtavelmente melhor. Mas falta coragem. E lembrem, Huston em 1967, ano do filme, não era um diretor alternativo, independente, um cabeça que vinha de algum movimento estético obscuro francês, era um blockbuster americano, já tinha feito um James Bond em um Casino Royale torto escrito pelo próprio Ian Fleming e interpretado por Peter Sellers e David Niven. Já tinha rodado Falcão Maltês em 1941, A Lista de Adrian Messenger, Raízes do Mal, Moby Dick e mais uma boa dezena de sucessos. Ou seja, problemas de pessoas reais como traição, luta pelo poder, homossexualismo, divórcio, sonhos e desejos levados às últimas conseqüências e sem qualquer maquiagem alegórica, tudo o que faz da gente gente, era visto na sessão econômica de quarta-feira por todo mundo.

Quais são os sucessos de hoje? Produtos de cálculos matemáticos inseridos em um computador. A galera vai ao delírio quando Tony Stark liga seu aparelinho que faz blip, depois squeeze, pisca duas vezes e liga o retropropulsor subatômico. Algo extrememante infantil. Tem nego de 30 anos que ainda não superou a fase oral. Resultado? É mais fácil encontrar alguém vestindo uma camisa de Homem Aranha ou do Superman que um cabra que queira (ou não) falar sobre cavalos com uma mulher (enfatizo, mulher, não menina, gatinha, moçoila, não esse povo desnutrido mentalmente que gosta de Hello Kitty) no sacrossanto recesso de um motel perto do cinema logo depois, ou antes, ou quem sabe durante o filme. Mané Gandalf. Nesse aspecto o mulherio se divertia mais no tempo dos nossos pais. Agora, coitadas, elas têm que aturar marmanjo teorizando sobre a Sociedade do Anel e artigos indefinidos em klingon, tenha a santa paciência.

Mas eu passei de uma coisa para outra nada a ver rapidinho. Bom, pois é, acho que o cinema ficou medroso e tal, queria ver mais roteiros e diretores rompendo com essa do politicamente correto, tá um saco isso. Quero ver Nicole Kidman num pornô, seria uma boa maneira de compensar esses últimos 20 anos de filmes infantis que vi.


P.S.: não vi o Homem de Ferro, vou ver e tenho certeza que vou gostar como gostei de Sin City, dos dois primeiros Aranhas e do Senhor do Anéis, mas cinema, como toda arte, tem momentos absolutos e momentos comparativos. Este foi um momento comparativo. Huston É melhor que Sam Raimi da mesma forma que Picasso é melhor que eu na pintura. E na mesma proporção.

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Quando o jornalismo se comporta como a máfia

AaaaaaaahhhhO conceito de máfia está estreitamente ligado a territorialidade, aos donos do quarteirão ou da vizinhança, e se estende para áreas de negócios, como a jogatina, a prostituição ou o tráfico de drogas. Quem já viu o Poderoso Chefão sabe como é, a famiglia Corleone não lidava com drogas, mas detinha o poder do jogo e das casas noturnas em Las Vegas.

Como em toda boa máfia, qualquer novato com desejos de ganhar uns trocados deve respeito aos chefes. Para operar nos arredores é preciso beijar a mão do Don sob o risco de bater as botas violentamente em um gueto escuro enquanto o chefão aprecia a encenação de Il Pagliacci.

Jornalistas muitas vezes agem da mesma forma. Vejam a última da “cena” cultural cearense. Maria Rita fez show no sábado, 10, em Fortaleza, e decidiu, sabe-se lá porque, não falar com a imprensa. Vai ver estava de lua, com escafubilose no dedão do pé, ziquizira nos ânimos, mas sua recusa gerou polvorosa nos bastidores jornalísticos. Só não ouvi chamarem a moça de moça, mas de besta e estrela para cima e adjetivos mil houve a dar na canela e no bom senso.

O que teria Maria Rita a dizer que, ao não fazê-lo, causaria sua morte instantânea nas agendas culturais da cidade, como cogitou Emílio Moreno publicamente e outros em papinhos de bar? Falar sobre como Dilma Russef se saiu bem no depoimento no Senado? E se assim fosse, o que ela teria a acrescentar sobre o assunto que um vendedor de esquina não? Falar sobre o show? Mas seu show fala por si, sua obra está lá para ser apreciada, só cabe aos críticos avaliarem se bom ou ruim. Das suas influências musicais para ficar claro, de novo, que ela nada mais é que uma médium que incorpora o espírito da mãe Elis Regina? Dar mais uma das inúmeras e sempre mesmas entrevistas que devem deixar qualquer pessoa com a paciência um pouco mais curta de saco cheio?

Não, na verdade é só prestar respeito aos capos locais, donos do poder de calar ou fazer cantar que, tal qual Don Corleone fez com Johnny Fontane, são capazes de ligar ou desligar uma carreira.

Sei, claro, que o jornalismo é repetitivo, é muitas vezes prática parecida com a do inquérito policial, já que fazer sempre as mesmas perguntas só pode ser um pacto secreto entre jornalistas para testar até onde vai a convicção de uma personalidade, mas daí a boicotar informação de serviço, sentir-se pessoalmente atingindo ou fazer julgamentos mais duros que o que se faria a um Nardoni, já é caminho diverso. Mas, graças a São Francisco de Sales, entre mortos e feridos, Elis continua a incorporar na filha e a responsabilidade de informar foi mais levada em conta que os brios feridos.
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Creative Commons License photo credit: tnarik

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