Posso estar redondamente enganado, mas acredito que o New York Times deu uma passo gigantesco na evolução dos jornais, não apenas em integração na web, mas em termos de portabilidade em qualquer plataforma eletrônica – desde que compatível com o Adobe Air.

O jornal relançou na segunda seu TimesReader, agora na versão 2.0 que deixa o Silverlight para usar o Air. É um aplicativo desktop com todo o conteúdo do impresso mais as atualizações do virtual. E o pulo do gato (será?): algumas matérias são pagas.

O que mais impressiona no programinha – além do visual clean típico do Times – é sua “diagramação fluida”. Textos, imagens, elementos visuais e informativos como legendas e “olhos” se adaptam à janela. Separei alguns exemplos:

Dependendo do tamanho, a imagem aumenta ou diminui, o texto segue essas alterações e até a colunagem alterna, mudando para duas ou três. Os engenheiros do Times conseguiram manter o conceito de diagramação, tão cara para a linguagem do jornalismo impresso, e deram-lhe um novo charme e utilidade.

Qualquer aparelho portátil que possa executar o Air será capaz de ler o jornal, com todas suas características inerentes de layout, identidade visual e mensagem, sem perder em nada para o impresso ou para a página convencional na web. E tudo com a mesma mobilidade e facilidade do papel.

Talvez seja cedo, mas aplicativos do tipo que sejam multi-OS (o Air roda em Windows, Linux e Mac), leves e portanto úteis em aparelhos móveis, serão bem mais comuns por mais fáceis de usar que esse insumo caro e ecologicamente incorreto feito de celulose.

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