Dentro dos portões das Nações Unidas talvez aconteça, em breve, o impensável.
Em fórum na quinta-feira, 26 de Março, conselho especial da ONU adotou proposta do Paquistão que insere a “difamação religiosa” como uma das inúmeras violações dos Direitos Humanos. Foram 23 votos a favor, 11 contra e 13 abstenções – ainda há tempo de reverter, mas a tendência é preocupante.
Com esta nova informação, confesso que o autor deste blog é um criminoso recorrente. Sob o link Religião existem ataques, piadinhas, ironias, sarcasmos, em suma, material farto para enviá-lo a um tribunal em Haia, ao lado de ilustres como Slobodan Miloševic, Drazen Erdemovic e Radovan Karadzic.
Sou um crápula. E nem sabia disso até agora.
Mas já preparei minha defesa. Apelarei para argumentos da Comunidade Européia que afirmam ser os indivíduos, não as religiões ou instituições, os detentores dos direitos; e que um direito não pode negar outro, no caso, o de liberdade de expressão.
Não acredito que vá colar. Considerando que o politicamente correto e o cerceamento cada diz mais amplo do que se pode ou não dizer estão transformando o mundo não só em um lugar mais chato para se viver, mas também em um grande campo minado contra qualquer crítica mais contundente a crenças e comportamentos (como se todos fôssemos donos da verdade ao mesmo tempo), provavelmente morrerei esquecido e envenenado em alguma prisão de jurisdição internacional.