Quando não muito à direita, muito à esquerda

TSE desiste de impor regras de propaganda a sítios de internet - O Brasil tem visões bem particulares de mundo: o TSE, que antes adotava uma interpretação extremamente conservadora sobre eleições na internet, agora resolveu liberar geral: “É um espaço que não nos cabe ocupar. Deixemos os internautas em paz”, foi o que declarou Carlos Ayres Britto, presidente do tribunal.

O presidente comete o mesmo erro generalista dos críticos mais radicais da internet que pregam que nela tudo é ruim, que é feita por idiotas e criminosos, feia e boba, mas do ponto de vista oposto do não vamos incomodar, a web é terra de ninguém, nem mesmo da lei.

Quando deveríamos estabelecer um momento de dicussão, mesmo que seja apenas um início e que demore anos para um consenso, acabamos por encerrá-la de duas formas: ou proibimos tudo irrestritamente porque “o que não está previsto na lei, está proibido” ou abrimos geral as pernas e tudo é permitido.

Tá, ok, há a promessa de análise caso a caso que é mais que o preto e branco, há a promessa das nuances em cinza, resta ainda a esperança de que o debate nos tribunais ajude-nos a chegar a um legislação mais diretamente voltada para web, mas por enquanto, liberou geral… pode até ser divertido.

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