Meu filho quer me encontrar uma mulher (da forma errada)

Essa é antiga, mas continua ótima. Reorganizando a bagunça em casa (ou seja, deixando ela com mais jeitão de desordem e com menos de lixo industrial) encontrei o souvenir que Pedro, meu respectivo rebento, me trouxe como presente de uma viagem a Buenos Aires, nada mais, nada menos, que 90 folhetos de prostitutas, nas imagens uma amostra:

Tem para todos os gostos, de “nivel ejecutivo” com “aire acondicionado”, caso do “El Paraiso”, “un lugar unico!!! Pensado para vos…”; as “morenas ardientes & rubias atrevidas”, “las modelos + hot del centro” no “El pisito vip”; ou o “Tucuman Vip” que pergunta “podes com dos?” ou ainda, como as minhas prediletas, “pecadoras indiscretas” e “primas peteras” que “te dan la colita“.

Como muitos brasileiros já sabem, a Argentina é ou pouco mais civilizada que nós. Exemplo são esses folhetos, regulamentados por lei, ou seja, é legal que prostitutas ou casas façam abertamente propaganda dos seus serviços sociais. Aqui, pobres de nós, ainda é contravenção, embora uma indústria de primeiro mundo, que o digam os “gringos” que visitam as belezas naturais do Ceará.

Segundo Pedro, são centenas de folhetos como esses nas ruas de Buenos Aires, achei isso tão europeu, tão Dinamarca.

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