Youtube Bizarro: a evolução da Gretchen

Gretchen foi a Carla Perez da minha adolescência. Foi a primeira bunda feminina que vi e que despertou interesses além do que é permitido descrever em blogs familiares, culpa, em parte, dos meus próprios pais, que até hoje têm clássicos como Freak Le Boom Boom, Conga Conga Conga e 1,2,3…(One, Two, Three).

A musa da ass music dos Anos 70/80 começou cedo, lindíssima e com a profundidade rítmica e poética digna de uma Academia Fortalezense de Letras, vestindo saias curtas, bem mais comportadas que os biquinis proctológicos de hoje, que causaram na época o que os 86 centímetros de saúde de Sheila Melo fizeram aos homens, aos meninos e bons costumes há alguns anos: nada além do que a natureza por si já não faça.

Anos incríveis

Uma das primeiras aparições da Gretchen mantidas neste imenso repositório histórico que é o Youtube, foi no programa de Carlos Imperial, quando ela, aos 19 anos, esteve mais vestida e, mesmo assim, transpirando sensualidade com “Dance with me”.

No Globo de Ouro, em 1980, a roupa encurta em seu maior hit, “Conga”:

“Conga” seria repetida ad nauseum por 30 anos de carreira, o que torna inacreditável Maria Odete (nome verdadeiro) não ter desenvolvido um tipo de lesão por esforço repetitivo. No Chacrinha, em 1981:

Até que incursões em novos estilos musicais a levariam a outras experimentações, como o forró, mais recentemente, e a lambada, no final dos anos 80, sempre com uma certa latinidade.

?rvore genealógica

Como a mãe, a filha Tammy Gretchen estaria predestinada a ser estrela. Ainda criança participa de um clip musical do Fantástico, uma declaração de amor idílica que jamais se repetiria, como fica claro nas apresentações de 20 anos depois.

O filme pornô

Para encerrar a carreira, a “Rainha do Rebolado” decide mostrar para os fãs de décadas a real serventia de tanto remelexo e topa um pornô produzido pelas Brasileirilhas. Por algum motivo, antes e depois do filme realizado, o assunto é um tabu para a dançarina, que faz todo um charminho quando se depara com ele.

Últimas apresentações

Na segunda metade da primeira década do século, Gretchen apenas passeia, em bares:

Em programas regionais como o cearense Ênio Carlos:

E em sua fase mais forró:

Conclusão

O tempo não é o senhor da razão (no caso dela), mas Gretchen é sem dúvida um ícone da música popular brasileira, e dos duros na queda, as Sheilas e Carlas não chegaram aos pés de seu estrelato. É considerada brega, é amada pelos gays e como bem disse um comentarista no Youtube, daqui a 50 anos, Gretchen ainda vai ter uma bunda de deixar muito coroa de 60 com saudade da adolescência do punho de 15.


P.S.: como vocês podem muito bem perceber, meu conhecimento de “ass music” é tão significativo, que novidade para mim na área ainda é o Tchan de Carla Perez.

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