Um mês sem cigarro e (ainda) não matei ninguém

Em janeiro anunciei que começaria a discutir a relação com um amigo de priscas eras, o Compadre Cigarro, o Canceroso. Remédios vão, remédios vêm, quilos de cream cracker na madrugda, mau humor, uma ansiedade de sair correndo sem rumo e uma vontade de matar o primeiro ser vivo que aparecer sorrindo pela frente… estou com um pouco mais de trinta dias sem um traguinho sequer de nicotina.

A última carteira, com quatro cigarros fumados, resiste bravamente em cima do armário da cozinha, intocada e solitária:

Cigarros

Todos os dias passo várias vezes por ela e tiro um sarro ainda relutante, como quem diz “te venci” com a cautela de um visitante de zoológico que faz careta para o tigre aprisionado. A grade que me separa do tigre é apenas minha vontade, que embora se fortaleça todo dia, ainda tem seus momentos de melancolia. (ave, que drama!)

Mas, só para avisar quem está torcedo, está tudo bem, tudo sob cotrole, só peço que amigos mais próximos não entrem em contato quando estiverem alegres, felizes, animadinhos, é um risco.

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Creative Commons License photo credit: :: nany mata.

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