No Piauí nós comemos trovões no café da manhã
Por Leonardo Fontes no dia 23 Jan, 2008 em Ceará, Fortaleza

Hoje Fortaleza amanheu de forma atípica por dois fatores: está chovendo muito, o que em si já é raro, sempre é aquela coisinha de passagem, mixuruca, que embora cause transtornos em uma cidade que não foi pensada para ser a prova d´água, só faz mesmo é muita lama; segundo por causa dos trovões, é tão raro se ouvir trovão por aqui que vira motivo de comentários (vide @cynarar e @rdourado). Eu, fortalezense há 18 anos, reconheço que vi uma chuva parecida apenas uma vez, e os resultados não foram agradáveis. Hoje não será diferente, no mínimo, transtornos nas ruas, desabrigados aos milhares e movimentação nas redações de jornal.
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No Piauí, vizinho, a coisa é bem diferente. Embora chova uma vez no século (mais ou menos como aqui), os trovões ressoam como prenúncio do Armageddon, são de abalar estruturas. Talvez pelo clima mais seco, as descargas elétricas - Teresina é a terceira cidade do mundo onde elas mais acontecem - e como se manifestam, não são para corações fracos, morre mais gente lá de raio que de calor. Segundo o ditado popular, o trovão é Deus arrumando os móveis, se é isso, o Deus piauiense tem móveis feitos de madeira de lei.
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P.s.: estou tentando publicar este post desde cedo. Pouco mais de 13 horas agora, a internet parou parte da manhã e as redes de celular ficaram instáveis.








