E agora é Gogol Bordello

A coisa mais difícil nas minhas incursões pela música é encontrar, hoje, algo de que eu realmente goste. Bandas, músicos ou intérpretes com aquele toque especial, sempre complidado de descrever por ser, às vezes, uma relação íntima e pessoal demais.

As últimas descobertas (entendam, minhas, não sou propriamente um caçador de cultura pop, portanto sempre chego com um certo atraso) do tipo a aparecer por aqui foram Amy Winehouse, que há tempos dá mostras que não vai muito longe, e Man Man, pelo que tem de semelhante a Tom Waits.

Pois na radiola aqui de casa, vulgarmente apelidada de iTunes ou Last.fm, agora só toca Gogol Bordello, até o coitado do Miles Davis ficou para segundo plano (por enquanto).

A banda nova-iorquina, formada em parte por imigrantes do leste europeu, não é convencional. Teatrais, inspirados no cancioneiro cigano com o qual misturam punk e mais uma salada das boas de ritmos, conseguem fazer da música o caos ideal para tocar por aqui. Tom Waits, Man Man, Gogol Bordello… já dá para tirar por aí uma linha de pensamento.

E a propósito, o nome significa o bordel de Gogol, o Nikolai.

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