E há quem diga que vivemos uma democracia
Há alguns dias fizemos uma enquete no Diário do Nordeste que deu um resultado raro, trabalho há cinco anos no negócio e nunca vi uma “surra” tão grande. A pergunta era um tanto óbvia, “você é a favor da prorrogação da CPMF?”. Para nós, o resultado foi atípico por dois aspectos. O primeiro, pela unanimidade:
Segundo pela quantidade de votos, incomum para nosso nível de visitação. Como não posso divulgar o número exato, votaram entre mil e 10 mil pessoas nas 24 horas em que a enquete ficou no ar. Ou seja, não é uma parcela pequena de pessoas que se sente afetada pelo imposto.
Sei que pesquisas do tipo não têm qualquer valor científico, mas são sempre um indício do que pensa um determinado público. No caso da CPMF, um imposto sequer entendido por parte da população, parece haver uma maioria absoluta não levada em consideração quando está em pauta o fim da contribuição (esse nome tem tudo para ser uma ironia). É uma democracia apenas de urnas, não de movimentos, pressões políticas ou tendências de opinião pública.














