TAM JJ 3054: a culpa também é nossa

Dando uma de Miss Marple, que solucionava crimes não só por ter uma mente lógica, mas sobretudo por experiência, a crise aérea não difere da nossa histórica crise de trânsito. Morrem aos milhares nas estradas do Brasil, mas há sempre quem reclame, quem coloca a culpa no governo e grite contra mecanismos eficientes de prevenção de acidentes.

Se antes da tragédia, medidas como reduzir o número de vôos e de empresas credenciadas em Congonhas, diminuição da carga transportada, exceção do aeroporto como “hub”, o que significa menos escalas e tráfego em um aeroporto no limite de sua capacidade, teríamos:

  • clientes aos gritos;
  • lobby feroz das empresas aéreas
  • a imprensa que nunca analisa de fato, prefere o hype raso;

O Brasil não é sério por sua culpa, você não sabe o que quer. Você quer acabar com a violência no trânsito, mas dirige bêbado a 240 km/h, passa o sinal fechado ou faz conversão onde não pode. Você não quer morrer em um acidente de avião, mas reclama que o vôo atrasou quando não existe nenhuma segurança para voar.

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