Nomes alternativos para “esposa”
Por Leonardo Fontes no dia 24 Jul, 2007 em Humor
Sabe aquele casal velhinho, é, aquele, que você acha o máximo por ter um casamento de 50 anos, em que o marido chama a esposa de “minha véia” e ela responde “meu véio”? Nem sempre foi assim.
O segredo da felicidade no casamento está em fingir que não se está com a mesma pessoa por muito tempo. Você pode até ser fiel à Joana, mas é preciso traí-la com a Jô, variar com a Ana e fechar a noite com a Ninha. Mas isso é só enquanto a paixão dura, ou você, como bom marido, duro.
Entre a paixão e o hábito, muitos nomes vêm e vão, dentre eles os que são foco deste post e que jamais deveriam ser dados a uma mulher.
O primeiro item é uma introdução rápida: cantadas ou chavecos.
gatinha, princesa e meu bem: festa, certo? Você bebeu algumas (ou não), tá com pouco repertório e vê aquela mulher. Chega e diz:
- “E aí gatinha?” Se ela responder, cai fora, é furada. Nenhuma mulher que se preze responde por “gatinha”. Se responder é baranga. Aprenda: toda mulher tem nome.
- Se tá pensando em “oi, princesa, você vem sempre por aqui?” desista, é mais eficiente forjar um ataque cardíaco.
- “Meu bem”… é, tem alguma eficiência desde que seguido de uma cantada muito boa tipo: “vamos comer uma Paella, eu pago!”
Passada a fase da cantada, que é sempre um vexame, vamos aos dias e dias e dias de convivência:
respectiva: ela não é um indivíduo, uma pessoa única, com DNA próprio, é uma relação. Uma “respectiva” não existe sem o objeto que lhe serve de identidade. É como um endereço, está lá, mas tem um ponto de referência sem o qual seria impossível encontrar. O homem que chama a própria mulher de “respectiva” é um estádio de futebol, um bar, um monumento, enquanto ela é vizinhança.
a minha senhora - ele tem uma casa de três quartos, três banheiros, ouve as mesmas músicas, bebe no mesmo bar todas as noites. Quando ela vai pegá-lo por estar bêbado demais para voltar por si, ele a apresenta pela milésima vez aos amigos como a “minha senhora” (quando não os amigos avisam “sua senhora tá aí”). Ele é boêmio desde menino, há um respeito disfarçado, ela gosta.
patroa - é reconhecimento ou cinismo. Ou o cara é realmente um pau-mandado para ter uma patroa ou dá cargo de chefe a empregado. Ofensivo ao extremo, não use. Nunca!
minha véia - só é carinhoso para quem vê de fora. Na verdade ele, que tem 60, gostaria de uma gatinha de 40 para chamar de “respectiva”; ela, com 58, não perderia um pão de 39 para chamá-la de “patroa”, desde que o pão esteja em pé.








