Revoluções e revoluções
De tempos em tempos aparece um produto, técnica, descoberta ou idéia que receberá o adjetivo de “revolução”. O exemplo mais recente de hype nesse conjunto foi o Surface, cantado em post nos quatro cantos da blogosfera como o próximo passo revolucionário na interação homem-máquina.
Belo, clean, cool, voltado para um público específico - bares, restaurantes e hotéis - e imóvel em um mundo cada vez mais sem fios, ágil, móvel.
É quando surge o MIT (motivado por uma dificuldade prática como a recarga de celulares) e resolve eliminar um problema moderno elementar, a transferência de energia elétrica sem o uso de cabos.
Por ressonância, um princípio conhecido pela ciência desde que Leonardo da Vinci observou que cordas de dois violões com afinações iguais podem se “comunicar”, a equipe liderada pelo Prof. Marin Soljacic conseguiu acender uma lâmpada de 60w a dois metros da fonte de energia, sem qualquer conexão física entre os dois objetos.
Qual dos dois exemplos é realmente uma revolução? Qual vai mudar a forma como o mundo funciona? A cosmética do Surface ou a infra-estrutura do “WiTricity”?















