Tem ou não drogas na parada?
Por Leonardo Fontes no dia 20 Mai, 2007 em Humor, Pessoal
A identidade do interlocutor será preservada para evitar qualquer constrangimento público (inclusive porque é uma pessoa por quem tenho um carinho grande), mas me diga, tem algum sentido essa conversa? Comentários extra-conversa em negrito.
xxxxxxxxxx diz: leo???
leonardofsales@xxxxxxxxxx diz: oi
xxxxxxxxxx diz: vc viu o novo layout do O Povo On Line?? (primeiro assunto)
leonardofsales@xxxxxxxxxx diz: vi
xxxxxxxxxx diz: ta podendo falar??
leonardofsales@xxxxxxxxxx diz: tô
xxxxxxxxxx diz: tava dando uma olhada agora (começa a desenvolver o assunto)
xxxxxxxxxx diz: parece q eles juntaram de vez o jornal e internet (primeira impressão sobre o assunto)
xxxxxxxxxx diz: não sei (primeira dúvida sobre a própria primeira impressão sobre o assunto)
xxxxxxxxxx diz: q vc acha?? (começo a elaborar o que eu acho)
xxxxxxxxxx diz: vi uma materia grandona (oba, vou ler algo que já li, e no MSN, ou seja, um texto grande enviado em várias prestações)
xxxxxxxxxx diz: q eles fizeram
xxxxxxxxxx diz: pera (afinal, ela quer minha opinião ou não?)
leonardofsales@xxxxxxxxxx diz: ih, tomou drogas (piada interna levemente modificada, o original é “andou cheirando maconha” ou “andou fumando cocaína”)
xxxxxxxxxx diz:
“Musica.com.br
Samanta Petersen
de O POVO.com.br
Arranjar uma gravadora ou lançar um CD são planos secundários para as bandas da nova geração da música brasileira. A estratégia agora é criar um site, disponibilizar as músicas para download e, assim, conquistar uma legião de fãs e propaganda a custo zero.” (alguém percebeu que a matéria não tem nada a ver com assunto?)
xxxxxxxxxx diz: o q maxo?? (não entendeu a piada)
leonardofsales@xxxxxxxxxx diz: tu, que parece que tomou drogas (paciência que começa a ir para as cucuias)
xxxxxxxxxx diz: sera q a internet agora alimenta o jornal tb?? (não faço idéia, eu trabalho é no Portal Verdes Mares, não no O Povo)
xxxxxxxxxx diz: essa foto é?? (ainda não entendeu a piada)
xxxxxxxxxx diz: jkkkkkkkkkkkkkkk
xxxxxxxxxx diz: pq??
leonardofsales@xxxxxxxxxx diz: pq tu começa a falar nada com nada (eu sei que em algum recanto do subconsciente dela existe uma lógica, mas não captei)
xxxxxxxxxx diz: kkkkkkkkkkkkkkk
xxxxxxxxxx diz: afe
xxxxxxxxxx diz: pode não
xxxxxxxxxx diz: ??
xxxxxxxxxx diz: é q eu tava fazendo um trabalho da especialização, dei uma parada (qual a relação entre o trabalho, o jornal O Povo, eu, as bandas da nova geração da música brasileira, a tal foto, o universo e tudo mais? Estou cada vez mais confuso, não sei se é para dar minha opinião sobre o jornal, dizer que a matéria que ela mandou não é bem aquela ou se peço um tempo para eu poder me localizar, resolvo soltar outra piada, essa vai virar mágoa)
leonardofsales@xxxxxxxxxx diz: se vc quer se comunicar com as pessoas, não
xxxxxxxxxx diz: affffffff
leonardofsales@xxxxxxxxxx diz: se vc não quer se comunicar, pode
xxxxxxxxxx diz: putz
xxxxxxxxxx diz: e tu ta é chato (eu, até então tranqüilo no meu canto, 30 segundos depois de começar uma conversa que imaginei que seria racional, agora me sentido mais perdido que cego em tiroteio, sou xingado de chato)
xxxxxxxxxx diz: kkkkkkkkkkk
xxxxxxxxxx diz: precisa usar drogas
xxxxxxxxxx diz: pra ficar mais legal
xxxxxxxxxx diz: kkkkkkkkkkkkkkkkk
xxxxxxxxxx diz: ei, tava fazendo o trabalho sobre aquele filme q comentei (o tal trabalho, de novo)
xxxxxxxxxx diz: n sei se tu lembra
leonardofsales@xxxxxxxxxx diz: lembro
xxxxxxxxxx diz: “Eu, um negro”, de um cineasta frances (segundo assunto, é bom lembrar que essa conversa durou uns dois minutos)
xxxxxxxxxx diz: Jean Rouch
xxxxxxxxxx diz: n é filme cabeção…
xxxxxxxxxx diz: é mto bom
xxxxxxxxxx diz: gravei
xxxxxxxxxx diz: se tu quiser ver depois (quero, adoraria)
xxxxxxxxxx diz: O cineasta e etnólogo Jean Rouch fez quase todos os seus 120 filmes na ?frica, aonde chegou aos 24 anos como engenheiro de estradas. Rouch põe em xeque as noções de ficção e realidade. Sobre Eu, Um Negro, rodado na Costa do Marfim, ele diria: “Sabia que iríamos mais fundo do na verdade se, em vez de termos atores, as pessoas interpretassem a própria vida”. O filme segue um grupo de amigos que vive de biscates. Aceitando a proposta de Rouch, cada um imaginou ser um personagem, inventou uma história, encenou-a pela cidade e depois, assistindo às cenas captadas (sem som), recriou as falas que havia improvisado. (nunquinha na vida, jamais, quero mais não)
leonardofsales@xxxxxxxxxx diz: posso até ver, agora tá complicado
xxxxxxxxxx diz: maxo, parece q to fazendo é um favor pra ti… se tocakkkkkk vou acrescentar cultura cinematográfica e tu fica aí reclamando e nem tinha como tu ver agora.. tu ta aí trabalhando (hem, ahn? Eu disse alguma coisa? É, eu tô trabalhando, não posso ver o filme. Em que momento reclamei da criatura estar fazendo um favor ou não? Mas ela não ofereceu o filme? É sobre esse favor que ela tá falando? Mas se é sobre esse, que culpa eu tenho dela ter oferecido?)
xxxxxxxxxx diz: ora
xxxxxxxxxx diz: e eu to com o filme aqui
xxxxxxxxxx diz: hehehhe[]
leonardofsales@xxxxxxxxxx diz: vc realmente se drogou (não é mais piada, mas constatação)








