Nunca mandei um computador para o conserto

HotbitEm uma conversa hoje sobre conserto de computadores me surpreendi por simplesmente não lembrar de quando foi a última vez que entrei em uma assistência técnica. Tirando troca de fonte e de placas, coisas que eu mesmo faço, não lembro de mandar um micro para conserto por nada.

Para retornar aos primórdios e recordar uma vida de vício, o destino de cada uma das minhas máquinas:

  • MSX Hotbit em 1985 - roubado em 1988. Nunca quebrou.
  • MSX Hotbit Parte II em 1989 - um amigo (eu juro de pé junto que não fui eu) usou para pagar uma prostituta em 1996. O MSX ainda funcionava, perfeitamente, mas eu já usava um potente 486 de 60 MHz. Até hoje me arrependo de ter permitido o mau uso (ou bom, para o amigo). Como alguém se livra de um MSX? É um pecado.
  • O supracitado 486 de 60 MHz - acabou no lixo, com monitor e tudo - na época monitores se deterioravam, acabava o fósforo. Como sou antigo! (tá, você sabe isso desde o Hotbit).
  • Compaq não-lembro-o-modelo - doado para atividades assistenciais de um grupo de capoeira.
  • Pentium MMX de 800 Mhz - dado de presente, até hoje existe… o case e o monitor, todo o resto foi atualizado.
  • Toshiba Satellite - também dado de presente. Esse tinha um problema contornável de aquecimento, mas nunca levei para o conserto, quem teve paciência para isso foi a atual proprietária.

Mais cedo ou mais tarde qualquer computador chega a um estágio que não vale a pena consertar (gasta-se mais do que se tem em troca) ou vender (por uma mixaria?). Resta ou presentear alguém (tem amigo que me acha generoso, mas ninguém pensa que é muito mais barato dar um usado que um novo) ou o lixo. No meu caso específico, apenas um virou sucata, todos os outros foram dados de presente ou doados (o primeiro a revelia).

Por sorte ou excesso de zelo, se mandei alguma vez um computador para o conserto, francamente não lembro. Claro, problemas que eu possa resolver são resolvidos em casa, não vejo motivo para pagar alguém colocar um placa de vídeo nova, mas pepino sério, daqueles de deixar qualquer técnico com dor de cabeça, desses eu nunca tive.

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