Captchas: eu não tenho que provar que sou humano

CaptchaPara quem não sabe, “captchas” são números, operações matemáticas ou perguntas (sempre cretinas para que qualquer pessoa possa responder) presentes em alguns formulários na internet. A função deles é criar uma interação do usuário que prove a legitimidade do acesso, para que o usuário prove que é uma pessoa, não uma máquina.

O último que usei esses dias foi o do whois do Registro.br (vide imagem) que pede apenas os três últimos caracteres de um texto de seis. Na primeira vez, inseri diversas vezes todos os seis dígitos até ler o escrito imediatamente embaixo: “os três últimos caracteres são?”. É o hábito. Todos os captchas funcionam de forma semelhante, quando aparece uma novidade, é comum que as pessoas se percam. O interessante, ou ridículo, no caso do whois do Registro.br é que existe uma alternativa, a “versão sem o desafio de imagem“. Ou seja, toda a trabalheira do captcha não é necessária, é só charminho do sistema.

captcha2.jpgMas não existe lugar em que o captcha torre mais a paciência que nos comentários de blogs. Eu desisto, é ver o costumeiro “por favor, digite: TdjTy8(4″, em letras muitas vezes impossíveis de ler, para me demover da idéia de comentar. Não importa a relevância, um captcha é o método mais eficiente para destruir meu ímpeto de interação. Como diz o The Blog Herald em artigo de hoje, onde cita a decisão do TechCrunch de não usar o método, captchas são uma tortura ao impor aos leitores uma prova de humanidade.

O captcha manda ainda outra mensagem, quase que subliminar, do editor de um blog: o interesse no feedback não é tão grande assim, o meu comentário é só um detalhe. A guerra dele contra o spam é bem mais importante do que qualquer mensagem de um leitor.

Tá, então como resolver o problema do spam? Akismet, pelo menos nos casos de blogs no WordPress. Aqui ele nunca deixou passar nada, e já estou em quase 7 mil mensagens “capturadas”.

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