Pirataria e estratégia hegemônica
Por Leonardo Fontes no dia 16 Mar, 2007 em Tecnologia
Leio agora no Mangas Verdes que Jeff Raikes, presidente da divisão de negócios da Microsoft, declarou:
“Se é para piratear um programa, que seja nosso. O importante é que instalem nossos produtos. Deste modo, pessoas que a princípio não os instalariam, acabam comprando licenças oficiais. Temos que estimular a compra de licenças legais, mas não é uma boa idéia pressionar demais ou perderemos compradores em potencial.”
Nada mais a propósito de uma conversa de hoje mais cedo com um amigo sobre o assunto. Simplesmente não acredito na incompetência da Microsoft em fazer programas impossíveis de copiar. É no mínimo uma certa ingenuidade achar que a empresa é equivalente a qualquer casa de software mixuruca de fundo de quintal, incapaz de contratar os melhores engenheiros/programadores do mercado. A tarja “incompetência” só serve para encerrar discursos sem argumentos e dar uma idéia falsa, apaixonada na maioria das vezes, como prova a declaração de Raikes. Ou então é charminho marqueteiro deles.







j. noronha | 16 Mar, 2007 | RespondaAté pode ser verdade agora, mas tenho minhas dúvidas quanto à criar um software “não-pirateável”. Se envolve código, sempre haverá alguém para quebrá-lo.