Borat é a melhor comédia desde Monty Python
Não lembro de perder tanto o fôlego em uma comédia, talvez desde o último sketch de Monty Python, quanto em Borat, do também britânico Sacha Baron Cohen.
Sacha, olha só o Cohen no sobrenome que não nega a origem do rapaz, reforça a tradição da qualidade do humor inglês e o mito (?) de que os judeus adoram tirar sarro de si mesmos. Ninguém no filme é mais atacado, em cenas que beiram o grotesto do humor negro, que eles.
Muito diferente da comédia americana, que se divide ou no romantismo de Harry e Sally, Queridinhos da América e outros água-com-açúcar do tipo (que as meninas adoram), ou na bobajada de American Pie, a continuidade do humor de Porky´s (que os meninos com QI equivalente ao de Gerge Bush não perdem), Borat é escrachado, politicamente incorreto e constrangedor.
Não é que ele brinque com tradições e certas figuras, brincar é uma palavra fraca para descrever, a idéia é desconstruir, derrubar, humilhar publicamente o americano médio representado por católicos fundamentalistas, feministas, texanos típicos, negros, desculpa, afro-americanos típicos, jogar no lixo tudo o que é wasp com a maior cara-de-pau que já vi.
Só é obrigatório para quem gosta de passar uma hora e meia à beira da morte de tanto rir.
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